Drake lança três álbuns de surpresa no mesmo dia

  • 15/05/2026
(Foto: Reprodução)
Drake em 'Hotline Bling'. Reprodução/YouTube Drake havia anunciado que lançaria o álbum "Iceman", mas surpreendeu os fãs ao chegar com mais dois álbuns surpresas nesta sexta-feira (15). Além do prometido disco (que não tinha data de lançamento divulgada previamente), o rapper lançou os álbuns "Habibti" e "Maid of Honour". No total, são 43 músicas. O prometido "Iceman" é o maior deles, com 18 faixas. Os outros dois, contam com 14 músicas cada. Central Cee, 21 Savage e PARTYNEXTDOOR estão entre as colaborações. Os álbuns trazem diferentes gêneros musicais. "Iceman" é mais focado no rap e hip-hop. Já "Habibti" tem uma levada mais de R&B. E "Maid of Honour" tem referências da dance-music. Os discos são os primeiros desde a treta com Kendrick Lamar, em 2024. E, algumas letras, o artista parece alfinetar seu rival. Em uma das faixas, por exemplo, ele acusa Kendrick de usar sua cidade natal, Compton, como pano de fundo para atos de caridade, enquanto escapa para uma vida de celebridade em outro lugar. Drake lança 3 álbuns de uma vez: "Iceman", "Maid of Honour" e "Habibti" Reprodução/Instagram Em 2024, os rappers Drake e Kendrick Lamar fizeram algumas música para lavar roupa suja. Com letras ácidas, os artistas transformaram o ódio que sentem um pelo outro numa treta que se tornou uma das brigas mais famosas da história do rap. Antiga, a rixa se intensificou no fim de março daquele ano. Desde então, escalona cada vez mais, com faixas sendo produzidas (e lançadas) em poucas horas. Como numa troca de socos, um bate e o outro revida. Nos versos, estão acusações de violência contra mulher, pedofilia e abandono paterno, além de deboches de identidade racial e estética musical. Tudo embrulhado por piadas sarcásticas, em que os compositores assumem simultaneamente os papéis de vítima, herói e vilão. Nos novos trabalhos, Drake também parece criticar artistas que ficaram do lado de Lamar durante a treta. Relembre o início da treta entre Drake e Kendrick Lamar (Da esq. p/ dir.): Os rappers Drake e Kendrick Lamar Richard Shotwell/John Salangsang /Invision/AP Anos atrás, a relação entre Drake e Kendrick era completamente diferente da atual. Os dois até cantavam juntos. Dividiam o microfone em “Buried Alive Interlude” (2011), “Poetic Justice” (2012) e “F**kin' Problems” (2013). O conflito começou tímido, com uma disputa de território. Quem é o melhor rapper da atualidade? Basicamente, foi com essa pergunta que a natural competitividade dos músicos engatinhou e, aos poucos, se tornou mais pessoal do que profissional. Em 2013, o rapper Big Sean lançou “Control”, em parceria com Kendrick. Na faixa, o americano caçoa de Drake e outros rappers, citando seus nomes e dizendo: “Eu tenho amor por todos vocês, mas estou tentando matá-los, ‘niggas’”. A música é uma diss track. Ou seja, uma canção cujo propósito é insultar uma ou mais pessoas — de forma desbocada e quase sempre explícita. Presente em vários gêneros musicais, a prática ganhou destaque nos anos de 1990, sobretudo no rap. É bem comum que uma diss track surja a partir de outra, com músicos revidando na mesma moeda as críticas que recebem. Justamente por isso, alguns dos rappers citados em “Control” lançaram canções atacando Kendrick. Drake, porém, fez diferente. Quando questionado na época sobre o assunto pela revista “Billboard”, o canadense se limitou a definir “Control” como ambiciosa e a sugerir que o nível de sucesso dele jamais seria ultrapassado pelo do Kendrick. Ainda em 2013, Drake lançou “The Language”. Para alguns ouvintes, a letra seria uma indireta ao rapper, mas a teoria foi negada pelo produtor Birdman. Seus versos dizem: “Eu sou o único com quem você deve se preocupar/ eu não sei ao que você está se referindo/ quem é esse cara que você ouviu falar?”. "The Language" é uma faixa do disco "Nothing Was the Same", termo que Kendrick usou meses depois durante o BET Hip-Hop Awards. "Nada tem sido o mesmo [‘nothing was the same’ em inglês] desde que eles abandonaram ‘Control’ e puseram um rapper sensível de volta em suas roupas de pijama", cantou o músico. De lá para cá, tanto Drake quanto Kendrick se enfiaram em rixas maiores envolvendo outros músicos, o que aquietou a intriga dos dois. Até que, em 26 de março deste ano, o americano voltou a provocar o canadense, em "Like That". 'Like That' A música foi uma resposta a "First Person Shooter", parceria entre Drake e J. Cole lançada em outubro de 2023. Em "First Person Shooter", J. Cole afirma que ele, Drake e Kendrick são "o grande trio" do rap. "Filho da puta, os três grandes são somente eu", cantou Kendrick em "Like That", irritado. O rapper Kendrick Lamar em show no Allianz Parque, em São Paulo Reprodução/Instagram '7 Minute Drill' J. Cole não gostou do que ouviu e, em 5 abril, lançou "7 Minute Drill". “Ele tem uma média de um verso difícil a cada trinta meses ou algo assim/ Se ele não estivesse zombando, então não estaríamos discutindo sobre eles/ senhor, não me faça fumar esse ‘nigga’ porque eu fodo com ele", diz a letra. O sucesso da faixa veio rápido. Mas Cole não quis permanecer na briga. Dois dias depois do lançamento, o artista anunciou que retiraria a música das plataformas de streaming, porque "não combinava com seu espírito". A promessa foi cumprida, mas a confusão já estava feita. 'Push Ups' Até então, Drake estava poupando palavras. Mas, em 13 de abril, lançou “Push Ups”, debochando do flerte musical de Kendrick com o pop. "Você não está em nenhum 'trio grande'/ SZA te enxugou, Travis te enxugou, Savage te enxugou", diz a letra. "Você vai sentir as consequências do que escrevo / Estou no topo da montanha, então você está apertado agora.” “O Maroon 5 precisa de um verso/ é melhor você torná-lo espirituoso / precisamos de um verso para os swifties.” 'Taylor Made Freestyle' Seis dias após "Push Ups", Drake lançou outro ataque a Kendrick, "Taylor Made Freestyle". O cantor sugeriu que o americano não havia respondido à sua diss anterior porque estaria aguardando o lançamento do álbum “The Tortured Poets Department”, de Taylor Swift. Drake no Lollapalooza Argentina Reprodução/Instagram 'Euphoria' Em 30 de abril, Kendrick lançou "Euphoria", despejando ali em seis minutos todo o ódio que vinha alimentando contra o canadense. Nos versos, o americano chama Drake de "mestre manipulador" e "mentiroso habitual". Também sugere que ele é um péssimo pai e finge ser negro. O ápice da briga Já intensa, a treta piorou de vez entre os dias 3 e 4 de maio, quando os artistas trocaram ataques com músicas lançadas com apenas horas de diferença. Em "6:16 in LA", "Family Matters", "Meet the Grahams"' e "The Heart Part 6", os dois se dedicam a tecer longas e duras acusações de um contra o outro. As denúncias são relacionadas a pedofilia, violência contra a mulher e abandono paterno. Em resumo, Drake acusa Kendrick de bater na esposa, Whitney Alford, enquanto Kendrick acusa Drake de ter uma filha secreta e de transar com garotas menores de idade. Os dois negam as acusações das quais são alvo.

FONTE: https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2026/05/15/drake-lanca-tres-albuns-de-surpresa-no-mesmo-dia.ghtml


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