Dólar abre em queda atento a possível cessar-fogo no Irã e ao cenário eleitoral no Brasil

  • 25/03/2026
(Foto: Reprodução)
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar iniciou a sessão desta quarta-feira (25) em queda, recuando 0,64% na abertura, aos R$ 5,2207. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Os preços do petróleo caem mais de 5% nesta quarta-feira, diante de sinais de possível redução das tensões entre Estados Unidos e Irã. Declarações do presidente americano, Donald Trump, sobre avanços nas negociações e o adiamento de um prazo relacionado a usinas iranianas aumentaram a expectativa de que o conflito possa perder intensidade. 🔎 O barril do petróleo Brent recuava 5,2% por volta das 9h (horário de Brasília), cotado a US$ 94,97 por barril — abaixo dos cerca de US$ 104 registrados no dia anterior. Já o petróleo de referência nos EUA, o West Texas Intermediate (WTI) caía 5,3%, para US$ 87,44.. ▶️ No Brasil, em meio às oscilações do petróleo, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo apresentou aos Estados uma alternativa para reduzir o preço do diesel. Em vez de cortar diretamente o ICMS, a proposta prevê um subsídio a empresas que importam o combustível, com a União assumindo metade do custo da medida. ▶️ No cenário político, pesquisa divulgada pela AtlasIntel mostrou que 53,5% dos brasileiros desaprovam o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto 45,9% dizem aprovar a gestão. O levantamento também simulou um eventual segundo turno nas eleições presidenciais. Nesse cenário, o senador Flávio Bolsonaro teria 47,6% das intenções de voto, ante 46,6% do presidente Lula. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -1,29%; Acumulado do mês: +2,07%; Acumulado do ano: -4,53%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +3,24%; Acumulado do mês: -3,63%; Acumulado do ano: +12,91%. Petróleo volta a subir O preço do petróleo voltou a subir nesta terça-feira (24), após a forte queda da véspera, em meio a novas incertezas sobre as negociações entre EUA e Irã e ao risco de interrupções no fornecimento global de energia. Apesar de declarações do presidente Donald Trump indicando possível avanço nas negociações, o Irã negou qualquer diálogo, e autoridades israelenses avaliam que um acordo é improvável no curto prazo. Com o conflito em andamento e o Estreito de Ormuz — rota por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial — ainda sob risco, investidores voltaram a precificar possíveis restrições na oferta. Analistas apontam que a situação segue frágil e que os preços de energia podem continuar elevados, mesmo em caso de uma trégua no conflito, mantendo a cautela nos mercados globais. Ata do Copom O Banco Central do Brasil avaliou que a guerra no Oriente Médio piorou o cenário da inflação no Brasil, principalmente por causa da alta do petróleo e do possível repasse aos combustíveis. Por isso, indicou que a política de juros deve continuar em nível restritivo por mais tempo. A análise está na ata do Comitê de Política Monetária, que na semana passada — o primeiro corte em quase dois anos. Apesar disso, o BC evitou dar sinais claros sobre os próximos passos e destacou que o ritmo de queda dos juros pode ser mais lento diante do aumento das incertezas. Segundo a autoridade monetária, as expectativas de inflação voltaram a subir com o conflito, permanecendo acima da meta, o que exige cautela. O BC também ressaltou que o cenário externo está mais volátil e que países emergentes, como o Brasil, precisam agir com prudência. Além disso, o banco destacou que a economia brasileira dá sinais de desaceleração, embora o mercado de trabalho ainda esteja forte, e reforçou que seguirá avaliando novos dados antes de decidir os próximos movimentos na taxa de juros. Mercados globais Em Wall Street, as bolsas fecharam em queda diante das incertezas sobre a guerra no Oriente Médio e a possibilidade de acordo envolvendo os EUA. No fechamento do pregão, o Dow Jones teve queda de 0,18%, aos 46.124,06 pontos. O S&P 500 recuou 0,37%, aos 6.556,37 pontos, já a Nasdaq teve baixa 0,84%, aos 21.761,89 pontos. Na Europa, os mercados encerraram o pregão desta terça-feira com desempenho predominantemente positivo. O índice pan-europeu STOXX 600 avançou 0,46%, encerrando aos 579,44 pontos. Na Bolsa de Frankfurt, o DAX registrou leve variação negativa de 0,07%, aos 22.636,91 pontos. Já o FTSE 100, da Bolsa de Londres, subiu 0,72%, para 9.965,16 pontos. Em Paris, o CAC 40 teve alta de 0,23%, fechando aos 7.743,92 pontos. As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta terça-feira, após Donald Trump adiar a ameaça de ataque ao Irã, o que trouxe um alívio momentâneo aos mercados. Ainda assim, o clima segue cauteloso, já que Teerã negou qualquer negociação. Depois das fortes quedas do dia anterior, os índices recuperaram parte das perdas. Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 2,79%. Em Xangai, o SSEC avançou 1,78%, enquanto o CSI300 ganhou 1,28%. No Japão, o Nikkei teve alta de 1,4%, e, na Coreia do Sul, o Kospi subiu 2,74%. Em outros mercados, o índice de Taiwan caiu 0,34%, enquanto Cingapura avançou 0,44%, e Sydney teve leve alta de 0,16%. Entre os setores, bancos e empresas de materiais lideraram os ganhos, enquanto energia recuou. O movimento reflete um alívio técnico após a queda recente, mas com incertezas ainda no radar dos investidores. *Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de dólar. Murad Sezer/ Reuters

FONTE: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/03/25/dolar-ibovespa.ghtml


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