Dólar abre em alta, com reunião entre Trump e Xi Jinping no foco
24/09/2026
(Foto: Reprodução) Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar abriu a sessão desta quinta-feira (24) em alta, com um avanço de 0,22% perto das 9h, cotado a R$ 5,1796. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.
O encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping fica no centro das atenções, em meio a expectativas de que a trégua tarifária seja prorrogada. As incertezas sobre as negociações entre os Estados Unidos e o Irã também fica no radar. Por aqui, o destaque fica com a publicação do Relatório de Política Monetária do Banco Central (BC).
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▶️A reunião entre Trump e Xi Jinping é o principal evento desta quinta-feira. O encontro acontece durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). EUA e China sinalizaram abertura para prolongar a trégua comercial que expira em 10 de novembro ou avançar para um acordo mais abrangente. Os dois países também devem discutir temas ligados à inteligência artificial.
▶️ Investidores também avaliam a retórica mais dura entre os EUA e o Irã. Após Trump afirmar na Assembleia da ONU que poderia "aniquilar" o Irã, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse que Teerã não se renderá aos americanos. Apesar disso, a possibilidade de uma solução diplomática ainda é ventilada pelos dois países.
Com isso, os preços do petróleo voltaram a subir. Perto das 9h, o barril do Brent, referência internacional, subia 2,03%, cotado a US$ 105,17. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançava 1,70%, a US$ 93,73 o barril.
▶️No Brasil, o foco fica com o relatório de política monetária do BC. O documento deve manter um tom mais cauteloso em relação aos próximos passos da instituição na condução dos juros, mas ainda mantendo a possibilidade de um novo corte da taxa básica no radar. Os mercados também avaliarão as projeções do BC para a atividade econômica neste e no próximo ano.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: +0,47%;
Acumulado do mês: -0,23%;
Acumulado do ano: -5,84%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: +0,32%;
Acumulado do mês: +4,74%;
Acumulado do ano: +15,33%.
Negociações entre EUA e Irã
Os sinais de avanço nas tratativas entre EUA e Irã seguem no radar dos investidores. Na terça-feira, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que pode "aniquilar o Irã" e mandar o país "para o inferno" em discurso na Assembleia Geral da ONU, em Nova York.
Poucas horas mais tarde, porém, anunciou que autoridades iranianas e americanas se reuniram também nesta terça para negociar. "Foi uma reunião de três horas", disse o presidente americano a jornalistas. Trump descreveu o encontro como "muito bom" e afirmou que planeja outro diálogo "em um futuro muito próximo".
Durante seu discurso na ONU, Trump defendeu a guerra no Oriente Médio e reiterou que o Irã "nunca terá uma arma nuclear". Ele também disse que tem uma "grande decisão" pela frente.
"Um acordo será feito com o Irã para que eles consigam reconstruir um grande país, como já foi antes, talvez um dos maiores países no Oriente Médio, ou será que eu tenho que aniquilar a República Islâmica para o inferno e rapidamente? Vamos tentar fazer um acordo logo após as eleições", afirmou Trump.
O Irã, por sua vez, disse que pode reabrir o Estreito de Ormuz em sete dias se os Estados Unidos aliviarem a pressão militar e suspenderem o bloqueio aos portos iranianos.
A delegação iraniana que viajou para participar da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, tem plena autoridade para retomar as relações diplomáticas com os EUA.
Esta semana, o Irã entregou aos EUA, por meio de mediadores, uma nova proposta de acordo para dar fim às hostilidades entre os dois países.
Encontro Trump-Xi
Os mercados financeiros também seguem na expectativa pela cúpula entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, prevista para quinta-feira.
Além da prorrogação do acordo comercial, os dois países também devem tratar sobre inteligência artificial.
Estados Unidos e China consideram os avanços na tecnologia estratégicos para a competitividade econômica e militar dos dois países. Washington e Pequim, no entanto, mantêm divergências importantes sobre o setor.
Entre os principais pontos de atrito estão as restrições americanas ao acesso da China a chips avançados, acusações envolvendo cópia e transferência de tecnologia e diferenças sobre como a indústria de inteligência artificial deve ser regulada.
Os Estados Unidos têm restringido o acesso chinês a semicondutores de ponta e outras tecnologias consideradas estratégicas, enquanto a China critica as medidas e acusa Washington de tentar limitar seu desenvolvimento tecnológico.
Bolsas globais
Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street fecharam em queda nesta quarta-feira, conforme investidores repercutiam a nova alta do petróleo e o aumento no rendimento dos títulos públicos americanos.
O Dow Jones caiu 0,66%, enquanto o S&P 500 recuou 0,74% e o Nasdaq Composite teve perdas de 1,10%.
O dia também foi negativo na Europa. O índice pan-europeu STOXX 600 encerrou em queda de 0,4%, revertendo os ganhos registrados no início da sessão. Entre os demais índices, o DAX, da Alemanha, caiu 0,66%, enquanto o CAC-40, da França, perdeu 0,39% e o FTSE 100, do Reino Unido, recuou 0,03%.
Na Ásia, a maioria dos mercados fechou em queda, conforme investidores avaliavam papéis de tecnologia e em meio à expectativa de que a China e os EUA prorroguem a trégua comercial na reunião entre Trump e Xi Jinping, prevista para quinta-feira.
O SSEC, índice de Xangai, caiu 0,39%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, perdeu 0,60%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, recuou 1,01% e o Kospi, da Coreia do Sul, subiu 0,90%. O Nikkei, do Japão, permaneceu fechado.
* Com informações da agência de notícias Reuters.
Notas de dólar.
Luisa Gonzalez/ Reuters