Dólar abre de olho em desemprego no Brasil e petróleo no exterior
27/08/2026
(Foto: Reprodução) Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar iniciou a sessão desta quinta-feira (27) de olho no cenário interno e externo. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.
Os mercados acompanham novos dados sobre a economia e os desdobramentos das negociações no exterior. No Brasil, o foco está nos números de emprego, enquanto, lá fora, petróleo e tecnologia movimentam os investidores.
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▶️ No Brasil, o IBGE divulga a PNAD Contínua mensal, com os dados de desemprego do trimestre encerrado em julho. O resultado pode influenciar as expectativas sobre uma nova redução dos juros pelo Copom.
▶️ Ainda na agenda brasileira, o IBGE também apresenta a Pesquisa Anual de Serviços (PAS) 2024. Em 2023, o setor de serviços não financeiros reunia 1,7 milhão de empresas ativas e 15,2 milhões de pessoas ocupadas, com R$ 592,5 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações.
▶️ No exterior, os avanços nas negociações entre Omã e Irã para reabrir o Estreito de Ormuz são acompanhados pelos mercados, enquanto o petróleo registra leve alta. Por volta das 8h45, o Brent subia 0,72%, a US$ 88,46, e o WTI avançava 0,19%, a US$ 82,39.
▶️ Nos EUA, os resultados da Nvidia reduziram as dúvidas sobre a demanda por inteligência artificial, após a empresa dobrar o lucro líquido e a receita no segundo trimestre. Com isso, os contratos que indicam o desempenho esperado do Nasdaq apontavam forte alta nesta quinta-feira, dando novo impulso às ações ligadas à tecnologia e aos mercados globais.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: +0,14%;
Acumulado do mês: +1,61%;
Acumulado do ano: -6,15%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: +2,08%;
Acumulado do mês: -1,92%;
Acumulado do ano: +8,35%.
Prévia da inflação: habitação e transportes puxam queda
A prévia da inflação no Brasil caiu 0,40% em agosto, segundo o IBGE. Isso significa que, em média, alguns preços ficaram mais baratos neste mês. (veja o que ficou mais caro e mais barato no mês)
A queda foi puxada principalmente por:
🏠 Habitação (como energia elétrica e custos da casa);
🚗 Transportes;
🍎 Alimentos e bebidas.
Mesmo com essa queda em agosto, a inflação ainda acumula 3,09% no ano e 4,24% nos últimos 12 meses. No entanto, esse índice ficou menor do que o registrado no mês anterior, quando estava em 4,52%.
Na prática, a desaceleração da inflação pode aliviar o custo de vida e aumentar as chances de o Banco Central reduzir os juros no futuro, embora essa decisão dependa de outros fatores econômicos.
Novos dados da economia dos EUA
Nos EUA, a inflação ficou em 3,7% em julho, repetindo o resultado de junho e permanecendo bem acima da meta de 2% do Federal Reserve (Fed), o banco central americano.
No mês, os preços subiram 0,2%, acima do esperado pelo mercado.
🔎 Os números reforçam as dúvidas sobre os próximos passos do Fed. Como a inflação continua resistente, cresce a possibilidade de que o banco central volte a elevar os juros para tentar conter a alta dos preços, embora parte dos dirigentes defenda manter as taxas no nível atual.
Ao mesmo tempo, a economia americana segue mostrando força. O PIB dos Estados Unidos cresceu 1,5% no segundo trimestre, em linha com as expectativas, enquanto o consumo das famílias permaneceu robusto, indicando que a atividade econômica continua aquecida apesar dos juros elevados.
Bolsas globais
Os mercados globais fecharam sem direção única nesta quarta-feira, com investidores atentos a três eventos considerados decisivos para o humor dos mercados:
a divulgação do índice de inflação PCE nos EUA;
o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, no simpósio de Jackson Hole;
e o balanço da Nvidia.
Na Europa, as bolsas fecharam praticamente estáveis. Os investidores repercutiram os dados de inflação dos EUA, que vieram acima do esperado e reforçaram as apostas de uma alta de juros pelo Fed em setembro, além das negociações entre Irã e Omã sobre o Estreito de Ormuz.
As conversas trouxeram algum alívio, mas ainda há incertezas sobre um acordo definitivo.
Entre os destaques do dia, as ações dos bancos europeus avançaram, impulsionadas pelos ganhos do Deutsche Bank e do Commerzbank. Em contrapartida, o setor de tecnologia recuou antes da divulgação do balanço da Nvidia, enquanto o segmento de saúde liderou as perdas.
No fechamento, o índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,01%, aos 656,41 pontos. Em Londres, o FTSE 100 recuou 0,07%, para 10.878,12 pontos. O DAX, de Frankfurt, avançou 0,08%, aos 26.285,96 pontos.
Em Paris, o CAC 40 subiu 0,27%, para 8.462,39 pontos. Em Milão, o FTSE MIB ganhou 0,31%, aos 52.882,99 pontos. Já o Ibex 35, de Madri, avançou 0,05%, para 20.067,30 pontos, enquanto o PSI 20, de Lisboa, teve alta de 0,01%, aos 9.446,39 pontos.
Em Wall Street, os principais índices fecharam em queda, refletindo a cautela antes da divulgação do balanço da Nvidia. O Dow Jones caiu 0,21%, o S&P 500 recuou 0,02% e o Nasdaq teve perda de 0,08%.
🔎 A expectativa é que o resultado da Nvidia funcione como um teste para o otimismo em torno da inteligência artificial, enquanto os dados de inflação e o discurso de Kevin Warsh podem influenciar as expectativas para a política de juros nos EUA.
Na Ásia, a maioria das bolsas fechou em alta, impulsionada pelo avanço das empresas de tecnologia e da cadeia ligada à inteligência artificial, após a Nvidia interromper uma sequência de sete quedas em Wall Street.
Na China, o índice de Xangai subiu 0,59%, enquanto o CSI300 avançou 0,85%. Em Hong Kong, o Hang Seng ganhou 0,56%.
Entre os demais mercados da região, o Nikkei, do Japão, avançou 0,62%; o Kospi, da Coreia do Sul, subiu 0,97%; e o Taiex, de Taiwan, teve alta de 1,47%. Já o Straits Times, de Cingapura, caiu 0,24%, enquanto o S&P/ASX 200, da Austrália, recuou 0,40%.
* Com informações da agência de notícias Reuters.
Dólar
Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo