Dois dos 5 envolvidos em estupro coletivo são acusados de outro caso semelhante; vítima tinha 14 anos
03/03/2026
(Foto: Reprodução) Suspeitos de estupro coletivo no Rio são acusados por outra menor pelo mesmo crime
Uma segunda vítima procurou a polícia e denunciou ter sido estuprada por, pelo menos, 2 integrantes do mesmo grupo investigado por um estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos, em Rio de Janeiro. O novo depoimento foi prestado nesta segunda-feira (2) na 12ª DP (Copacabana).
De acordo com a nova denúncia, a menina tinha 14 anos na época dos fatos. Hoje com 17, ela contou aos investigadores que mantinha um relacionamento com um dos envolvidos — o único menor de idade apontado no caso — que também é citado como participante do estupro coletivo já investigado.
A adolescente relatou que foi convidada a ir até a casa de Matheus Veríssimo Zoel Martins, 19 anos, outro investigado no caso. Segundo o depoimento, ao menos dois dos suspeitos teriam participado da violência sexual.
Desde o início das investigações, o delegado Ângelo Lajes vinha pedindo que possíveis outras vítimas dos suspeitos procurassem a delegacia para formalizar denúncia. Segundo a Polícia Civil, foi exatamente o que ocorreu nesta semana, com o surgimento do novo relato.
Na manhã desta terça, Mattheus Verissimo se entregou na 12ª DP (Copacabana), onde o caso é investigado.
Confira chegada de suspeito de estupro coletivo à delegacia de Copacabana
A TV Globo apurou que a Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro.
Outros 3 investigados pelo estupro da menor de 17 anos seguiam foragidos até a última atualização desta reportagem:
Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos;
João Gabriel Xavier Bertho, de 19 anos;
Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos.
Como há um quinto suspeito de participação no crime que é menor de idade, a polícia desmembrou o inquérito e enviou uma representação ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) pedindo pela apreensão por fato análogo ao crime.
Mattheus Verissimo Zoel Martins na chegada à delegacia de Copacabana
Lucas Peçanha/ TV Globo
Habeas corpus negados
Anteriormente, a Justiça do Rio de Janeiro tinha negado habeas corpus aos foragidos.
A TV Globo apurou que 3 dos 4 maiores de idade procurados pelo crime entraram com um recurso para suspender a prisão. O desembargador Luiz Noronha Dantas, da 6ª Câmara Criminal, indeferiu os pedidos.
Como o caso está em segredo de Justiça, o processo não mostra nenhum nome, e não foi possível saber os autores dos recursos.
Também não havia informações se todos tinham pedido habeas corpus ou se um deles não entrou com recurso.
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Relembre o caso
Quatro homens foram indiciados por estupro com concurso de pessoas, e a Justiça expediu mandados de prisão contra todos:
Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos;
João Gabriel Xavier Bertho, de 19 anos;
Mattheus Verissimo Zoel Martins, de 19 anos;
Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos.
O adolescente que convidou a vítima também é investigado por ato infracional análogo ao crime. O procedimento dele foi desmembrado para a Vara da Infância e Juventude, que ainda não tinha decidido pela apreensão dele ou não. Por se tratar de um menor, a identidade não será divulgada.
O que dizem os citados
A defesa de João Gabriel se pronunciou com a seguinte nota:
“A defesa de João Gabriel Bertho nega com veemência a ocorrência de estupro. Duas decisões judiciais já haviam negado o pedido de prisão preventiva feitos anteriormente. Há nos autos do processo, mensagens de texto, trocadas entre a jovem e seu amigo, ambos com 17 anos, sobre a presença prévia de outros rapazes na casa em que eles se encontrariam, como de fato ocorreu.
A jovem afirma, em seu depoimento à polícia, ter permitido a presença dos rapazes no quarto enquanto ela e o amigo estavam tendo um encontro íntimo. No mesmo depoimento, ela relata ter tido outros pedidos atendidos. A defesa contesta o fato de João Gabriel, estudante e atleta profissional, sem nenhum histórico de violência, não ter tido oportunidade sequer de ser ouvido pela polícia para se defender. Contesta ainda que a imagem da jovem ao fim do encontro, se despedindo do amigo com um sorriso e um abraço, não tenha sido objeto da investigação.”