DF fica fora de acordo nacional para conter alta do diesel; sindicato prevê novo aumento no preço
01/04/2026
(Foto: Reprodução) Estados aceitam “abrir mão” do ICMS sobre diesel em meio à guerra no Irã
O governo do Distrito Federal se recusou a aderir à proposta do governo federal para conter a alta nos preços do diesel no país (veja detalhes do acordo abaixo).
O acordo foi anunciado nesta terça-feira (31) – mesmo dia em que, segundo representantes dos postos, as distribuidoras do DF voltaram a subir o preço de venda dos combustíveis: R$ 0,05 a mais no litro da gasolina e R$ 0,15 no diesel.
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Ao g1, a Secretaria de Economia confirmou que o GDF não aderiu ao projeto, mas não detalhou sobre os motivos que levaram à decisão.
O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis do DF (Sindicombustíveis), Paulo Tavares, lamentou a decisão do governo e avaliou que a medida poderia trazer impactos positivos para a economia local.
“Eu acho que o correto seria que todos os estados, todas as unidades federativas, tentassem contribuir neste momento com a sua parcela de contribuição junto ao governo federal. Isso ajudaria a diminuir a carga tributária, que hoje é um peso — estamos falando de quase 40% do preço do produto", disse.
"O diesel é um dos produtos que mais sofre com essa carga, e eu acredito que o GDF também deveria ajudar nesse processo para reduzir o peso do produto importado. Estamos falando de cerca de 30% do consumo de diesel no Brasil", emendou.
Abastecimento de tanque de caminhão
Jornal Nacional/ Reprodução
Crise orçamentária no DF
Na nota enviada ao g1, o governo do DF não explicitou os motivos para ficar de fora do plano do governo federal, que recebeu o apoio de pelo menos 20 estados até a noite de terça.
Há pelo menos dois fatores, no entanto, que podem ter complicado esse acordo:
a diferença ideológica entre o governo Celina Leão (PP), de direita, e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT);
o fato de o governo do DF viver uma crise financeira – agravada desde a revelação do tombo bilionário do Banco de Brasília (BRB) nas negociações com o Banco Master.
No início do ano, o governo do DF publicou um decreto criando um 'limite mensal' para gastos públicos. Pelo decreto, todas as despesas passaram a depender de autorização da Secretaria de Economia, mesmo aquelas já previstas no orçamento.
O governo afirmou à época que o objetivo era manter o controle financeiro e evitar a interrupção de serviços essenciais.
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Projeto do governo federal
O governo federal pretende bancar um tipo de subsídio aos importadores de diesel. A ajuda financeira ao setor seria de R$ 1,20 por litro de diesel importado, até o fim de maio.
De acordo com o novo ministro da Economia, Dario Durigan, R$ 0,60 será coberto pelos estados e R$ 0,60 pela União.
A contrapartida estadual será proporcional ao volume de diesel importado consumido em cada unidade da federação.
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