Delegado Alessandro fala sobre desafios do Senado, apoio a Caiado e troca de partidos durante mandato

  • 09/09/2026
(Foto: Reprodução)
Alessandro Vieira concede entrevista à FM Sergipe FM Sergipe O candidato ao Senado Delegado Alessandro (MDB) participou de entrevista na FM Sergipe nesta terça-feira (8). Dentre os assuntos citados na entrevista à jornalista Iara Lins, ele falou sobre os desafios do Senado diante dos escândalos no cenário nacional envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), apoio à candidatura à presidência de Ronaldo Caiado, troca de partidos e outros. ✅ Página reúne todas as informações sobre as Eleições ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 SE no WhatsApp Questionado sobre quais devem ser os limites da atuação do Senado na fiscalização e eventual responsabilização de ministros do STF, para garantir controles institucionais sem comprometer a independência entre os poderes, o político afirmou que a Casa precisa atuar para controlar excessos e equívocos praticados e que o Brasil vive uma crise causada pelo envolvimento dos ministros. "Não é uma questão política, não é uma questão eleitoral ter repercussões, mas a base está na conduta". Sobre a polarização, a defesa da democracia e os problemas que precisam ser investigados, Alessandro deu o exemplo de que quando o ministro do STF ultrapassa um limite, o próprio Supremo não tem corregedoria, não tem ouvidoria e não está submetido ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). "Nós não temos, infelizmente, a quantidade necessária de senadores com independência, coragem e ficha limpa para enfrentar a pressão dos ministros. Porque a pressão dos ministros é muito grande", disse. Durante a entrevista, o político analisou que o arranjo constitucional tem defeitos. "Um defeito é esse: ele muitas vezes concentra todo o poder na mão de uma pessoa. É o caso de uma investigação criminal de ministros do Supremo, só quem pode pedir é a PGR [Procuradoria-Geral da República], que a PGR já disse que não vai pedir. Independente de qualquer circunstância, impeachment de ministros só pode andar com a palavra do presidente do Senado, que já disse que não vai fazer também", explicou. Apesar dos embates da esfera nacional, ele acredita que a Constituição oferece as ferramentas necessárias e que o país só será igualitário quando a Justiça for igual para todos. Sobre a troca de partidos durante o seu primeiro mandato, ele disse que as mudanças não enfraquecem a confiança na sua representação política. "Eu acredito que não. Primeiro porque o brasileiro vota em pessoas, não vota em partidos, com raras exceções. E segundo porque essa trajetória é muito típica de quem, como eu, não entrou com uma história política, não tem parente político, não tem padrinho. Eu entrei na política em 2018 porque eu não enxergava na política ninguém que pudesse fazer o que eu achava necessário, que é enfrentar os poderosos, colocar o dinheiro com honestidade no seu lugar de destino." Durante a entrevista, ele opinou sobre o projeto que tramita na Câmara Federal e que propõe tornar obrigatório o uso de câmeras corporais por agentes de segurança em todo o país. "Eu acho positivo, esse projeto surgiu numa iniciativa de policiais [...] se entendeu que com o uso da câmera você aumenta a produção de prova, você protege o policial e reduz a letalidade. Não teve nenhuma redução, nada negativo para os efeitos da segurança pública", pontuou. O político falou ainda sobre a defesa da preservação do Pantanal, do Cerrado, da Amazônia, da Mata Atlântica, e respondeu sobre a atuação para ter projetos que contemplem o bioma da Caatinga também. Sobre a eleição presidencial e o seu apoio à candidatura de Ronaldo Caiado no primeiro turno, ele afirmou ter cobrado do político projetos para o Nordeste. "A gente teve esse diálogo, eu tenho cobrado muito do governador Caiado que expresse com clareza o que ele deseja realizar para o Nordeste e para Sergipe". O candidato também falou do projeto, de sua autoria, que aumenta o controle sobre patrimônio de autoridades e seus familiares com uma fiscalização patrimonial mais rigorosa, dos projetos contra as Fake News e do ECA Digital. Outro tema abordado na entrevista foi a maioridade penal, que muda o tratamento para o adolescente que comete crimes de violência elevada ou que são faccionados. Em suas considerações finais, ele afirmou que conta com a confiança do eleitor para uma reeleição. A entrevista da íntegra está no canal da FM Sergipe na Internet.

FONTE: https://g1.globo.com/se/sergipe/eleicoes/2026/noticia/2026/09/08/delegado-alessandro-entrevista-fm-sergipe.ghtml


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