Defesa de Bolsonaro faz novo pedido de prisão domiciliar humanitária para o ex-presidente
17/03/2026
(Foto: Reprodução) A defesa de Jair Bolsonaro fez nesta terça-feira (17) um novo pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de concessão de prisão domiciliar para o ex-presidente.
No pedido, os advogados solicitam que Moraes reconsidere decisão anterior que rejeitou a prisão domiciliar para o ex-presidente.
O novo pedido da defesa ocorre quatro dias depois de Bolsonaro ser internado em um hospital privado de Brasília para tratamento de pneumonia bacteriana decorrente de um episódio de broncoaspiração.
Na última sexta-feira (13), o ex-presidente, que cumpre prisão na Papudinha por tentativa de golpe de Estado, passou mal e precisou ser levado ao hospital.
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Conforme boletim médico divulgado nesta segunda-feira (16), o ex-presidente tem apresentado melhora clínica, resposta favorável ao tratamento com antibióticos e recuperação das funções renais.
Possibilidade de novos episódios, diz defesa
A defesa cita, no pedido a Moraes, relatório médico atualizado elaborado pela equipe responsável pelo acompanhamento clínico de Bolsonaro, que, segundo advogados, aponta para a possibilidade de novos episódios como o que levou à última internação.
Os advogados reconhecem que a estrutura montada na Papudinha para atendimento ao ex-presidente é boa. Contudo, destacam que isso não afasta a fragilidade clínica de Bolsonaro.
"A partir desse dado objetivo, verifica-se que a permanência do peticionário [Bolsonaro] no atual ambiente de custódia expõe o quadro clínico a um risco progressivo, na medida em que a ausência de vigilância contínua e de intervenção imediata favorecem a repetição de eventos semelhantes, com potencial de maior gravidade, especialmente em cenário de comorbidades múltiplas e já documentadas", diz a defesa.
Os advogados afirmam ainda que Bolsonaro precisa de "monitoramento clínico frequente".
"[O quadro é] marcado por histórico de pneumonias aspirativas recorrentes, refluxo gastroesofágico persistente, apneia obstrutiva do sono grave, instabilidade postural e uso contínuo de múltiplas medicações", declaram os defensores.
O ex-presidente Jair Bolsonaro
Getty Images via BBC