'Crime da 113 Sul': ministro pede destaque e recursos devem ser discutidos presencialmente
24/06/2026
(Foto: Reprodução) Adriana Villela no documentário 'Crime da 113 Sul'
TV Globo
O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Carlos Pires Brandão pediu destaque e os recursos apresentados pelo Ministério Público do Distrito Federal contra a decisão de 2025 que anulou a condenação de Adriana Villela devem ser discutidos presencialmente.
➡️ Adriana é acusada de ser a mandante do assassinato dos pais e da empregada da família, em 2009, caso que ficou conhecido como o "Crime da 113 Sul". Ela havia sido condenada a 61 anos de prisão em 2023.
O voto do relator do caso, o ministro Sebastião Reis Júnior, já foi apresentado. Ele votou para manter a anulação da condenação de Adriana. O ministro Rogério Schietti Cruz votou contra o relator e pediu a execução imediata da pena privativa de liberdade.
No entanto, diante do pedido de destaque pelo ministro Carlos Pires Brandão, os votos dos ministros e os recursos do MP devem ser discutidos presencialmente.
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Por que condenação foi anulada?
Crime da 113 Sul ganha série documental no Globoplay
A condenação de Adriana Villela foi anulada sob o argumento de que ela não pôde exercer seu pleno direito de defesa durante o júri popular.
Segundo o processo, os vídeos dos depoimentos dos executores do crime só foram disponibilizados aos advogados de Adriana no sétimo dia de julgamento, em 29 de setembro de 2019.
📌 Os vídeos desses depoimentos foram exibidos em primeira mão no documentário "Crime da 113 Sul", lançado pelo Globoplay em 2025.
Com a decisão, Adriana voltou a ser ré pelos crimes, mas as provas e os depoimentos colhidos desde 2010 foram anulados.
Entenda o caso
Em 2009, no sexto andar do bloco C da 113 Sul, quadra nobre de Brasília, foram assassinados:
O pai de Adriana Villela, José Guilherme Villela, de 73 anos e ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com 38 facadas;
A mãe de Adriana, Maria Carvalho Mendes Villela, de 69 anos e advogada, com 12 facadas;
A empregada doméstica da família, Francisca Nascimento da Silva, de 58 anos, com 23 facadas.
Os corpos foram achados, já em estado de decomposição, em 31 de agosto de 2009, na Asa Sul.
A perícia demonstrou que as vítimas foram assassinadas em 28 de agosto de 2009, por volta das 19h15.
Adriana Villela é acusada de ser a mandante do crime. Com a decisão do STJ, de anular a condenação, Adriana voltou a ser ré.
Infográfico - Veja linha do tempo do Crime da 113 Sul na Justiça
Arte/g1
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