Couto exonera cúpula do Instituto Rio Metrópole após MPRJ prender 6
20/07/2026
(Foto: Reprodução) Davi Perini Vermelho, o Didê, presidente do IRM
Reprodução/TV Globo
Onze dias após a deflagração da Operação Ouroboros, do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), que mirou um suposto esquema de corrupção no Instituto Rio Metrópole (IRM), o governador em exercício Ricardo Couto de Castro exonerou nesta segunda-feira (20) a cúpula da autarquia estadual.
As dispensas atingem o então presidente do instituto, Davi Perini Vermelho, o Didê; o diretor de Planejamento e Projetos, Mauricio Silva Knoploch dos Santos, — pai do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL) —; o diretor de Desenvolvimento Metropolitano Integrado, o delegado da Polícia Civil do RJ Franquis Dias Nepomuceno; e a gestora de contratos do IRM, Amanda Íthala Santos da Paschoa, nora de Maurício e cunhada de Knoploch.
Eles estão entre os alvos do MPRJ e estão presos. A promotoria denunciou 11 investigados pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude à licitação e lavagem de dinheiro.
De acordo com as investigações, empresas contratadas pelo IRM teriam celebrado subcontratos considerados fictícios para desviar recursos. Parte do dinheiro, segundo a denúncia, era sacada em espécie por Caroline Soares Barros, a “Mulher da Mala” que foi presa. Ela era ex-fiscal do IRM e fundadora do Instituto Bio, empresa subcontratada da autarquia.
O g1 tenta contato com os citados.
Os presos na Operação Ouroboros
Infografia: Bruna Azevedo/g1