Copom corta pela quarta vez seguida a Selic, a taxa básica de juros do país
06/08/2026
(Foto: Reprodução) Copom corta selic pela quarta vez seguida
O Comitê de Política Monetária do Banco Central cortou pela quarta vez seguida a Selic - a taxa básica de juros do país.
Eram 18h30 quando foi divulgada a taxa que passa a servir de base para todos os negócios da economia brasileira. Depois de um ciclo de alta, a nossa taxa básica de juros chegou a 15% ao ano em junho de 2025. Em março de 2026, houve o primeiro corte. Em abril e junho, duas novas quedas. Com mais um corte agora, de 0,25 ponto percentual, a Selic fica a14% ao ano.
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“Sinais que a gente tem que a economia no segundo trimestre desacelerou em relação ao primeiro trimestre. A gente teve a inflação de junho e nós já temos a prévia da inflação de julho, e ambas vieram abaixo do que as pessoas esperavam”, diz Samuel Pessôa, pesquisador FGV Ibre.
O comunicado do Banco Central veio menor dessa vez, mas com dois pontos novos que não foram citados em reuniões anteriores e que chamaram atenção dos economistas. Primeiro, a preocupação com as expectativas do mercado financeiro de inflação acima da meta no longo prazo e, também, a constatação de que há riscos de que a inflação fique acima do esperado.
Copom corta pela quarta vez seguida a Selic, a taxa básica de juros do país
Jornal Nacional/ Reprodução
No comunicado, o comitê não indicou quais vão ser os próximos movimentos da taxa de juros e disse que segue acompanhando como os desenvolvimentos da política fiscal doméstica impactam a política monetária, reforçando a postura de cautela em cenário de maior incerteza.
“O que a gente precisaria ver é alguma sinalização mais clara de estabilização da dívida à frente. E isso teria o potencial para diminuir esse risco da economia brasileira, poderia ajudar as expectativas de inflação a cair, e também ao Banco Central finalmente conseguir trazer a taxa Selic de uma maneira sustentável para um patamar mais baixo, ajudando assim a nossa economia a continuar de uma forma bastante saudável”, afirma Natalie Victal, economista-chefe SulAmérica Investimentos.
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