Confira propostas dos candidatos ao governo para o combate à violência; VÍDEO
25/09/2026
(Foto: Reprodução) Confira as propostas dos candidatos ao governo para o combate à violência
Nesta sexta-feira (25), último dia da série "Uma pergunta para todos", do NE2, os candidatos ao governo de Pernambuco apresentaram propostas para o combate à violência no estado (veja vídeo acima).
Participaram da entrevista Camila Falcão (UP), Guilherme Fonseca (PSTU), Ivan Moraes (PSOL), João Campos (PSB), Raquel Lyra (PSD) e Renan Hallais (Missão). Victor Assis (PCO) foi convidado, mas não compareceu às gravações.
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O tempo das falas foi definido com base na representatividade de cada partido no Congresso Nacional. Os candidatos de legendas com, no mínimo, cinco representantes na Câmara e no Senado Federal tiveram um minuto de entrevista. São eles: Ivan Moraes, João Campos e Raquel Lyra.
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A sigla de Renan Hallais tem entre um e quatro integrantes com mandato no Congresso. Por isso, ele gravou uma entrevista de 40 segundos. Os demais candidatos, Camila Falcão e Guilherme Fonseca, tiveram 30 segundos de fala.
Nesta sexta, os candidatos responderam à seguinte pergunta:
Levantamentos oficiais do Ministério da Justiça e da imprensa apontam a atuação de mais de dez facções criminosas em Pernambuco. Ao mesmo tempo, os dados do estado mostram que 94% das vítimas de homicídio em 2025 eram pessoas negras — uma tragédia histórica que se mantém há mais de duas décadas. Qual é o seu plano para conter a expansão do crime organizado sem reproduzir políticas de segurança que concentram a letalidade nas periferias e sobre a população negra?
Confira, abaixo, as respostas de cada candidato (em ordem alfabética):
Camila Falcão (UP)
"Somos o quinto estado mais violento do país. No ano passado, 89 pessoas morreram pela Polícia Militar, 94% delas eram jovens negros da periferia. Nós, da UP, defendemos a desmilitarização da polícia e investimento numa polícia comunitária humanizada, além de investir na educação, na cultura, no lazer, no jovem da periferia. Violência se trata com educação, com investimento na juventude e não matando o nosso povo".
Guilherme Fonseca (PSTU)
"Para combater essas organizações criminosas, nós temos que acabar o seu financiamento, inclusive as suas relações com políticos e o sistema financeiro. É isso. Essa guerra às drogas não resolve o problema porque estão matando principalmente os jovens negros da periferia. Nossa política é legalizar as drogas para que acabe com isso aí, com esse recurso, tratar o problema de saúde, não o problema de polícia e, com isso, também desmilitarizar a Polícia Militar para que a Polícia Militar seja civil, única, democrática e seus comandantes eleitos pela população. Aí, sim, combatemos a violência".
Ivan Moraes (PSOL)
"Não é com bangue-bangue que a gente resolve a questão da segurança pública em Pernambuco. Não é submetendo nossos policiais a matar ou morrer que a gente vai fazer com que as pessoas sintam-se mais seguras. É preciso inteligência, é preciso investir em investigação. É preciso mirar nos 3 'Cs' para combater o crime organizado. É preciso combater as cabeças do crime organizado. Não me interessa prender um monte de jovens que estão submetidos à lógica do crime. Para mim, é muito mais interessante oferecer-lhes alternativas culturais e sociais para que o crime seja desinteressante. Eu quero inteligência para descobrir quem são os cabeças e responsabilizá-los. É preciso atacar os cofres do crime organizado. Toda organização criminosa tem seus tentáculos também no mercado lícito, e é preciso que a gente descubra que mercado é esse para poder impedir ele de funcionar. E, finalmente, combater a corrupção, que não está apenas no estado, mas que está, assim, em vários órgãos do estado, inclusive no nosso poder coercitivo, que não pode mais estar submetido a essa lógica".
João Campos (PSB)
"Nós vamos proteger as comunidades e combater as facções. Pernambuco não pode virar um estado de facções, onde as pessoas não têm segurança. Vou criar o 'Pacto contra as Facções'. Para isso, a gente vai reunir os poderes do estado de Pernambuco e, pessoalmente, como governador, vou cuidar dessa política pública para garantir segurança. Nenhuma cocaína, nenhuma arma é produzida no estado de Pernambuco, vem pelas divisas. Nós vamos criar o programa De Olho na Estrada para monitorar as divisas, monitorar os veículos e garantir segurança e que a gente possa ter um estado mais seguro. Além disso, nós vamos criar um grande centro de combate ao crime organizado para que a gente vá no andar de cima, rastrear o dinheiro e ir atrás das facções e garantir a presença do estado nos territórios. Uma polícia de paz que possa cuidar dos territórios e combater as facções de forma altiva e com força".
Raquel Lyra (PSD)
"Olha só, eu fui delegada da Polícia Federal e sei muito bem que combate a crime organizado não se faz no improviso nem no discurso, se faz com investimento, integração, inteligência, buscando quem são os líderes, quem financia, e a gente tem feito isso em Pernambuco. Já são, através do Juntos pela Segurança, mais de R$ 2 bilhões de investimento. Fizemos o maior concurso público da nossa história. Os laranjinhas estão na rua, mas também tem Polícia Civil, Polícia Penal, Polícia Científica, construção não só de batalhões, mas também de presídio para isolar a criminalidade e permitir que as pessoas possam viver com tranquilidade. Mas prevenção tem uma outra face: combate à criminalidade, que é garantir política de prevenção. Fomos o estado primeiro do Brasil a criar Secretaria de Periferias, que está presente no território, garantindo mais investimentos e qualidade de vida para quem vive nessas regiões, porque o meu papel como governadora é garantir o combate efetivo ao crime organizado, mas também permitir a salvaguarda da vida da população de bem do nosso estado, que é a grande maioria da nossa população".
Renan Hallais (Missão)
"A nossa segurança pública vai atuar em colocar a vítima no centro, e não mais o criminoso. O senso de justiça precisa transcender qualquer tipo de narrativa e, para isso, a gente precisa lembrar que é a população negra e periférica que mais sofre na mão das facções. A nossa proposta é recuperar cada centímetro do território que hoje pertence a essas facções e forçar esses traficantes faccionados que eles só vão ter duas escolhas: ou eles vão ser presos ou vão ser abatidos. Eles vão escolher. E depois o estado vai entrar para levar educação, saúde e infraestrutura, desfavelizar essas regiões e fazer com que virem bairros e ninguém mais vai precisar ter medo de viver em comunidade."
Candidatos ao governo de Pernambuco participam da série 'Uma pergunta para todos', do NE2
Reprodução/TV Globo
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