Como doação de ex-universitário deu origem ao único museu de arqueologia bíblica da América do Sul com relíquias históricas
09/06/2026
(Foto: Reprodução) Como doação originou em SP único museu de arqueologia bíblica da América do Sul
O único museu de arqueologia bíblica da América do Sul, com mais de três mil peças históricas e religiosas, surgiu a partir de doações feitas por um ex-estudante da Universidade Adventista de São Paulo (Unasp), que administra o museu, em Engenheiro Coelho (SP).
Em 1994, Paulo Borch realizou escavações em Israel, Jordânia e Egito, e doou parte de seu material para a universidade como forma de agradecimento pelo tempo em que estudou no local.
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A primeira versão do espaço foi inaugurada em 2000, funcionando em uma sala emprestada da biblioteca. Já o ambiente atual, mais amplo, foi aberto ao público em 2023.
O museu conta com uma réplica do piso do Templo de Jerusalém, artefatos raros e peças da cultura egípcia, entre outros itens.
Cerca de 80% do acervo é composto por itens originais, enquanto os 20% restantes são réplicas usadas para "contextualizar um pouco sobre o mundo antigo e a Bíblia".
Entre os destaques expostos nas galerias estão:
representação do piso do Templo de Jerusalém da época de Jesus, que possui apenas duas unidades no mundo (esta e a original em Israel);
Bíblia impressa na França em 1528, escrita em latim, considerada uma das primeiras impressões da humanidade;
réplica do código de Hamurábi, apontado como o conjunto de leis mais antigo da história;
réplicas em tamanho real do sarcófago do faraó Tutancâmon e da múmia de Ramsés II;
maquete de Jerusalém que permite aos visitantes traçarem visualmente os caminhos percorridos por Cristo até o templo.
Bíblia impressa na França em 1528, escrita em latim, considerada uma das primeiras impressões da humanidade, em Engenheiro Coelho
Reprodução/EPTV
Relíquias em detalhes
O espaço permite que os visitantes façam uma imersão nos cenários descritos na Bíblia. A experiência começa na recepção, onde o chão reproduz o piso do Templo de Jerusalém da época de Jesus.
O mosaico é resultado de uma pesquisa arqueológica que uniu fragmentos de pedras e possui apenas duas representações no mundo.
"Além de ser bonito esteticamente, carrega muito significado", afirmou o instrutor do museu e historiador Sérgio Micael Santos.
Réplica do código de Hamurábi, apontado como o conjunto de leis mais antigo da história no museu de arqueologia bíblica em Engenheiro Coelho
Reprodução/EPTV
Já na parte interna, as galerias explicam desde os materiais usados para compilar as escrituras até as culturas que cercam os relatos.
O museu também conta com uma maquete da cidade de Jerusalém que ilustra os tempos de Cristo. O instrutor explicou que a estrutura permite a localização de edifícios mencionados nas escrituras.
"A pessoa consegue localizar e fazer até um caminho imaginário. Por exemplo, Jesus, quando visita o templo, ele muito provavelmente faz esse caminho aqui", detalhou Sérgio.
A imersão se estende para a área externa, com um jardim montado para reproduzir a geografia da época. O ambiente abriga plantas citadas frequentemente nos textos sagrados, como videiras, acácias de madeira avermelhada e uma oliveira que tem quase 300 anos.
FOTOS: único museu de arqueologia bíblica da América do Sul reúne 3 mil relíquias históricas e religiosas no interior de SP
Serviço
Todas as visitas ao museu são guiadas e os interessados podem obter informações pelo site da instituição (pelo link).
Às quartas-feiras, a entrada é gratuita e não exige agendamento prévio, com ingressos disponíveis tanto na internet quanto na recepção do local.
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