Clientes denunciam empresas de câmbio por falta de pagamento no interior de SP: 'Mais de R$ 40 mil de prejuízo'

  • 27/02/2026
(Foto: Reprodução)
Fórum Cível Estadual de Votorantim (SP) Reprodução/Google Street View Dois clientes de uma casa de câmbio em Votorantim (SP) entraram com processos contra a empresa por falta de repasse dos dólares comprados. A companhia atuava como intermediadora, enquanto outra empresa do mesmo grupo era responsável por receber e repassar o valor convertido. Ao g1, as vítimas, que preferiram não se identificar, relataram que compraram dólares entre 2024 e 2025, mas até hoje não receberam os valores. Elas entraram com o processo em dezembro de 2025. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp "Tenho mais de R$ 40 mil de prejuízo. Comprei 9 mil dólares e perdi o valor. Quando questionei, a intermediadora disse que a outra empresa não estava repassando os dólares e, por isso, também não conseguia fazer os pagamentos nos vencimentos", relata um dos clientes. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A segunda companhia, localizada na capital paulista, também é alvo das ações, que têm como objetivo reaver o dinheiro pago e não recebido, além de buscar indenização por danos morais. "Investi R$ 27 mil. Ao todo, fiz dois aportes, com retiradas previstas para novembro e agora para março. Não recebi o pagamento e entrei com processo contra a empresa", complementa outro consumidor. Ainda conforme os relatos, os clientes mantinham contato apenas com a intermediadora responsável pelas ofertas e contratos. A outra empresa não era citada durante as negociações. "Quem sempre ofertou as moedas foi a intermediadora. Eles enviavam, pelo WhatsApp e pelo aplicativo, as cotações das moedas futuras. Os pagamentos nunca eram feitos em nome da empresa, porque, segundo eles, não queriam ter vínculo direto", relata. Sem autorização do Banco Central Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo Portal TJSP Segundo Larissa Moreno, advogada em Votorantim, a modalidade oferecida pela empresa é comum em casas de câmbio. Na operação, o cliente paga antecipadamente para garantir o preço do dólar em uma data futura. "Se a pessoa trava o dólar em R$ 5,30 para comprar no futuro e a cotação sobe para R$ 5,80, pagará os R$ 5,30 combinados. Dessa forma, se a cotação subir até o dia da retirada, ele paga o valor previamente combinado", explica. De acordo com a advogada, as ofertas da intermediadora garantiam aos clientes a compra de dólares por preços inferiores aos do mercado. "Enquanto o dólar comercial girava entre aproximadamente R$ 5,25 e R$ 5,50, a empresa oferecia contratos com valores bem inferiores, o que tornava a proposta muito atrativa. O cliente fazia um depósito antecipado para garantir a cotação prometida e receber a moeda em data futura", explica. Ainda conforme Larissa, trata-se de um tipo de operação que, pela lei brasileira, só pode ser realizada por instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central do Brasil. No entanto, segundo ela, as companhias citadas não possuem essa autorização e acumulam mais de 100 processos. "No decorrer dos processos, estão aparecendo mais empresas atreladas ao grupo. Todas vão responder em razão da responsabilidade solidária", complementa. Conforme documentos apurados pelo g1, a Justiça determinou, no dia 23 de janeiro, o bloqueio de bens e valores das empresas. Até o momento, nenhuma sentença foi expedida. O que dizem as empresas Ao g1, a intermediadora BM Corporate reafirmou que atua apenas na intermediação das operações e que não participa da execução, não recebe valores dos clientes e não realiza a liquidação das operações de câmbio. Ainda conforme a empresa, a remuneração ocorre somente na forma de comissão, após a efetiva liquidação da operação diretamente entre o cliente e a instituição responsável. A companhia informou que possui um contrato formal de intermediação, denominado "Acordo para Indicação de Clientes". A nota também afirma que o descumprimento contratual partiu da outra empresa, que deixou de liquidar operações e honrar pagamentos, incluindo as comissões. A BM declarou que, diante desse cenário, adotou todas as medidas legais cabíveis. De acordo com a companhia, a ação judicial busca o cumprimento integral das obrigações assumidas no acordo, incluindo a regularização das operações dos clientes por ela indicados e o pagamento das comissões devidas. O g1 tentou contato com a outra companhia, mas, até a última atualização desta reportagem, não havia obtido resposta. Advogada Larissa Moreno, de Votorantim (SP), fala sobre empresas processadas por golpe de câmbio Arquivo pessoal Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sorocaba-jundiai/noticia/2026/02/27/clientes-denunciam-empresas-de-cambio-por-falta-de-pagamento-no-interior-de-sp-mais-de-r-40-mil-de-prejuizo.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

Top 5

top1
1. saudade da minha vida

gustavo lima

top2
2. uai

zé neto e cristiano

top3
3. rancorosa

henrique e juliano

top4
4. eu e voce

jorge e matheus

top5
5. solteirou

luan santana

Anunciantes