'Chefão' do Instagram nega que redes sociais causem dependência clínica, ao depor em julgamento da Meta e do Google

  • 11/02/2026
(Foto: Reprodução)
Adam Mosseri, CEO do Instagram, chega a tribunal em Los Angeles para depor em julgamento onde a rede social e o YouTube são acusados de serem programados para viciar crianças e adolescentes Ethan Swope/Getty Images/AFP O diretor-executivo do Instagram, Adam Mosseri, rejeitou a noção de que as redes sociais causem "dependência clínica". Em vez disso, preferiu o termo "uso problemático" ao depor, nesta quarta-feira (11), durante o terceiro dia do julgamento histórico contra a Meta e o Google em Los Angeles. A Meta, dona do Instagram e do Facebook, e o YouTube, pertencente ao Google, são acusados de desenvolverem propositalmente produtos viciantes para crianças com o objetivo de aumentar seus lucros. A ação foi proposta por uma jovem americana de 20 anos que diz ter sido afetada pelas redes durante sua infância e adolescência. A decisão do caso poderá criar um precedente judicial para dezenas de processos judiciais enfrentados pelas redes sociais. "Acho importante diferenciar entre dependência clínica e uso problemático", disse Mosseri. Ele é a primeira figura importante do Vale do Silício a comparecer perante o júri no caso. Redes sociais vão a julgamento nos Estados Unidos Entenda o julgamento contra a Meta e o Google e o que cada lado diz Roblox, Discord, YouTube...: redes adotam verificação de idade após pressão; veja como funciona "Tenho certeza de que disse que estava viciado em uma série da Netflix quando a maratonei até muito tarde da noite, mas não acho que isso seja o mesmo que uma dependência clínica", acrescentou Mosseri. O conceito de dependência é a chave neste julgamento. A autora da ação, identificada como Kaley G. M., afirma ter sofrido danos mentais graves causados pelas redes sociais. Ela começou a usar o YouTube aos seis anos e entrou no Instagram aos 11, antes de passar para o Snapchat e o TikTok dois ou três anos depois. Mosseri foi a primeira figura importante do Vale do Silício a depor perante o júri de 12 integrantes. Ele também rejeitou a ideia de que a Meta priorizasse seus lucros em detrimento da segurança de seus usuários. "Proteger os menores a longo prazo é bom até mesmo para os negócios e para os lucros", afirmou. Um depoimento do diretor executivo da Meta, Mark Zuckerberg, está previsto para 18 de fevereiro e, no dia seguinte, 19, o chefe do YouTube, Neil Mohan, deve depor. Lori Schott, mãe da jovem que acusa do Instagram e o YouTube de serem programados para viciar crianças e adolescentes Ethan Swope/Getty Images/AFP Adam Mosseri, CEO do Instagram, chega a tribunal em Los Angeles para depor em julgamento onde a rede social e o YouTube são acusados de serem programados para viciar crianças e adolescentes Ethan Swope/Getty Images/AFP Adam Mosseri, chefe do Instagram, em foto de 8 de dezembro de 2021, tirada em Washington, D.C., Estados Unidos. REUTERS/Elizabeth Frantz Veja mais: Roblox, Discord, YouTube e mais: redes adotam verificação de idade com selfie após pressão; veja como funciona SpaceX, xAI, X, Starlink... entenda a relação entre empresas de Musk

FONTE: https://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2026/02/11/chefao-do-instagram-rejeita-a-existencia-de-vicio-clinico-em-redes-sociais.ghtml


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