Caso Benício: técnica de enfermagem diz que apenas seguiu prescrição médica durante atendimento

  • 29/11/2025
(Foto: Reprodução)
Caso Benício: médica reconhece erro ao prescrever adrenalina que matou criança em Manaus A técnica de enfermagem Raiza Bentes, que atendeu Benício Xavier de Freitas, de 6 anos, disse em depoimento que apenas seguiu a prescrição médica ao aplicar a dose de adrenalina. A criança morreu após receber a medicação. O caso é investigado pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM) e pela Polícia Civil. De acordo com os pais, Benício morreu após receber uma dosagem incorreta do medicamento no atendimento realizado entre sábado (23) e a madrugada de domingo (24). A denúncia foi registrada na terça-feira (25). Raiza disse que aplicou a medicação de forma intravenosa e sem diluição, como constava na prescrição. Segundo ela, a mãe foi avisada antes do procedimento e chegou a mostrar a prescrição. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp “Eu administrei a medicação conforme a prescrição médica. Não tive auxílio, estava sozinha. A mãe questionou a via de administração, mas estava prescrito intravenoso”, relatou. Caso Benício: médica e técnica de enfermagem prestam depoimento em Manaus ➡️Caso Benício: o que se sabe sobre a morte da criança e a denúncia de erro na aplicação de adrenalina “Tudo o que eu fiz na criança, eu informei à mãe. Inclusive mostrei a prescrição médica. A médica admitiu que havia prescrito erroneamente a medicação, e isso consta na evolução médica”, afirmou. Raiza Bentes concedeu entrevista coletiva após sair da sala de depoimento Lucas Macedo/g1 Amazonas A técnica disse que a prescrição previa três doses de adrenalina, a cada 30 minutos, mas que aplicou apenas uma. Pouco depois, Benício ficou pálido, relatou dor no peito e teve dificuldade para respirar. Raíza disse que chamou a médica responsável, que teria orientado a “aguardar”. A profissional ressaltou que tem sete meses de formação como técnica de enfermagem e reforçou que não poderia realizar nenhum procedimento sem prescrição. “Ainda que a médica tivesse chegado comigo e falado que queria fazer nebulização, eu não posso fazer o que não está prescrito”, disse. Pequeno Benício Xavier de Freitas morreu após receber dose de adrenalina na veia em hospital de Manaus Divulgação Justiça nega prisão de médica A médica Juliana Brasil Santos, investigada pela morte do menino Benício, de 6 anos, após a aplicação de medicação em um hospital de Manaus, responderá as investigações em liberdade. A decisão da Justiça foi tomada por meio da concessão de um habeas corpus preventivo. Segundo o delegado Marcelo Martins, o caso é investigado como homicídio doloso qualificado. A profissional reconheceu que errou ao prescrever adrenalina na veia de Benício. A informação consta no relatório do hospital enviado à Polícia Civil, ao qual a Rede Amazônica teve acesso com exclusividade. A defesa da médica nega a acusação. Segundo os advogados, ela teria prestado atendimento imediato, solicitando um antídoto para reverter o quadro. Médicos ouvidos no inquérito, no entanto, afirmaram que não há medicação capaz de neutralizar uma overdose de adrenalina. Nesses caso, só é possível oferecer suporte clínico. ➡️Caso Benício: médica presta depoimento e Justiça mantém liberdade durante investigação em Manaus O caso Segundo o pai, Bruno Freitas, o menino foi levado ao hospital com tosse seca e suspeita de laringite. Ele contou que a médica prescreveu lavagem nasal, soro, xarope e três doses de adrenalina intravenosa, 3 ml a cada 30 minutos. A família disse ao g1 que chegou a questionar a técnica de enfermagem ao ver a prescrição. De acordo com Bruno, logo após a primeira aplicação, Benício apresentou piora súbita. “Meu filho nunca tinha tomado adrenalina pela veia, só por nebulização. Nós perguntamos, e a técnica disse que também nunca tinha aplicado por via intravenosa. Falou que estava na prescrição e que ela ia fazer”, relatou o pai. Após a reação, a equipe levou a criança para a sala vermelha, onde o quadro se agravou. A oxigenação caiu para cerca de 75%, e uma segunda médica foi acionada para iniciar o monitoramento cardíaco. Pouco depois, foi solicitado um leito de UTI, e Benício foi transferido no início da noite de sábado. Na UTI, segundo o pai, o quadro piorou. A equipe informou que seria necessária a intubação, realizada por volta das 23h. Durante o procedimento, o menino sofreu as primeiras paradas cardíacas. O pai relatou que o sangramento ocorreu porque a criança vomitou durante a intubação. Após as primeiras paradas, o estado de Benício continuou instável, com oscilações rápidas na oxigenação. Minutos depois, Benício apresentou nova piora e não respondeu às manobras de reanimação. Ele morreu às 2h55 do domingo. Benício Xavier de Freitas, de 6 anos, e família. Arquivo pessoal

FONTE: https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2025/11/29/caso-benicio-tecnica-de-enfermagem-diz-que-apenas-seguiu-prescricao-medica-durante-atendimento.ghtml


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