Carro de senador colombiano é alvo de ataque a tiros de fuzil
20/05/2026
(Foto: Reprodução) Alexander López Maya
Reprodução / Redes Sociais
O veículo blindado do senador colombiano Alexander López foi alvo de um ataque a tiros de fuzil nesta terça-feira (19). A informação foi divulgada pelo presidente da Colômbia, Gustavo Petro, que afirmou que a ação foi realizada por um grupo armado ligado ao narcotráfico, liderado por "Iván Mordisco" e "Marlon".
Por motivos de segurança, o senador havia mudado de carro logo no início do trajeto e se movimentava um pouco mais à frente na via, não sendo atingido. O veículo do prefeito de Santander de Quilichao, que havia partido do mesmo ponto de origem, também foi atacado.
De acordo com as informações publicadas pelo presidente, o atentado ocorreu na Rodovia Pan-Americana, a cerca de um quilômetro de distância do local onde o mesmo grupo criminoso realizou um ataque anterior com bombas, que resultou na morte de 21 civis.
Petro questionou publicamente a ausência de vigilância das Forças Armadas em um ponto que sofre ataques permanentes e cobrou que a rodovia tenha monitoramento constante, inclusive com capacidade de resposta contra o uso de drones.
Na semana passada, a dissidência da extinta guerrilha das Farc comandada por Iván Mordisco anunciou uma trégua para as eleições presidenciais de 31 de maio na Colômbia.
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O país vive sua pior crise de violência em uma década às vésperas do pleito para suceder o presidente Gustavo Petro, que compara Mordisco ao traficante Pablo Escobar.
O grupo, chamado Estado-Maior Central, informou em comunicado a suspensão de operações militares ofensivas entre 20 de maio e 10 de junho para garantir que o povo vá às urnas com tranquilidade.
A iniciativa ocorre após o fracasso das negociações de desarmamento propostas por Petro e depois de o grupo de Mordisco assassinar 21 pessoas em um atentado com explosivos em uma rodovia em abril, o pior ataque contra civis em duas décadas. Atualmente, o governo mantém diálogos apenas com o Clã do Golfo e guerrilhas menores.
A violência também atinge a disputa eleitoral. Em agosto passado, o senador opositor Miguel Uribe foi assassinado a tiros em Bogotá. Entre os candidatos atuais, o advogado milionário Abelardo de la Espriella discursa protegido por vidros à prova de balas após sofrer ameaças de morte, e a senadora de oposição Paloma Valencia teve a segurança reforçada recentemente pelo mesmo motivo.
Ambos prometem linha-dura contra o crime. Já o senador de esquerda Iván Cepeda, favorito nas pesquisas e que defende a continuidade das negociações, é alvo de um suposto plano de atentado, segundo informações divulgadas por Petro.