Cão comunitário vira 'guardião' de praia em Macaé e conquista moradores e frequentadores da região
07/02/2026
(Foto: Reprodução) Cachorro vira símbolo de cuidado coletivo em praia de Macaé
Símbolo da Praia da Imbetiba, em Macaé, no Norte Fluminense, Ronaldo é um cão comunitário que conquistou moradores e frequentadores da região. Ele vive livre pelas ruas e pela orla, mas é cuidado, alimentado e protegido por pessoas do bairro, formando uma verdadeira rede de afeto e proteção.
Conhecido como o “guardião” da Imbetiba, Ronaldo se tornou presença constante no cotidiano local. É comum vê-lo acompanhando corredores, nadadores e grupos de treino ao longo da praia. Para quem frequenta o espaço, ele já faz parte do cenário e da rotina.
A história do animal começou quando ainda era filhote e passou a circular pelo entorno da praia. Aos poucos, foi criando laços com comerciantes e moradores. O nome surgiu de forma espontânea: o filho de uma moradora o batizou assim ao vê-lo correr pela areia. Desde então, ele deixou de ser apenas mais um cachorro de rua e passou a ser reconhecido por todos.
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Em 2021, Ronaldo se aproximou ainda mais do casal Erica e Alexandre, que costumava levar comida para animais abandonados. O cão passou a segui-los com frequência e, em um dia de chuva, foi acolhido temporariamente no prédio onde eles moram. O abrigo acabou virando rotina, e ele ganhou um espaço fixo para descansar, que ficou conhecido entre os vizinhos como a “pensão do Ronaldo”.
Mesmo tendo um ponto de referência, o cachorro manteve a liberdade de ir e vir. Com o tempo, ganhou cobertas, potes de comida e até um quarto no apartamento do casal, que também acolheu outro cão comunitário, chamado Romarinho.
A mobilização em torno de Ronaldo cresceu e ganhou as redes sociais. Moradores criaram um perfil para acompanhar o animal, divulgar sua localização e garantir que ele esteja sempre seguro. A página reúne milhares de seguidores e funciona como um canal de apoio entre frequentadores da praia.
Quem convive com Ronaldo faz questão de destacar que ele não é um animal doméstico. Cães comunitários, em geral, carregam marcas de abandono e nem sempre se adaptam à adoção tradicional. No caso dele, respeitar a liberdade foi a forma encontrada pela comunidade para garantir bem-estar, cuidado e segurança.
Ronaldo vive solto na Imbetiba, acompanha esportistas e é cuidado por uma rede de apoio
Divulgação