Cachês de Réveillon da Paulista vão custar R$ 5,8 milhões para prefeitura; confira valores por artista
28/11/2025
(Foto: Reprodução) João Gomes, Ana Castela e frei Gilson estão entre as atrações do Réveillon da Paulista
Reprodução
O tradicional Réveillon da Avenida Paulista vai custar R$ 5,8 milhões apenas em cachês aos cofres da Prefeitura de São Paulo, segundo dados publicados no Diário Oficial pela Secretaria Municipal de Cultura. Ao todo, nove artistas se apresentarão ao longo de 14 horas ininterruptas de programação.
O gasto com cachês é 77% maior que o do ano passado, quando R$ 3,2 milhões foram destinados às atrações da festa no coração da capital paulista.
CONFIRA HORÁRIO DOS SHOWS
Procurada, a prefeitura afirmou que ampliou a programação do Réveillon neste ano, mas manteve o investimento total em R$ 13 milhões, somando infraestrutura e pagamentos aos artistas. Em 2024, foram 12 horas de festa e sete shows.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Cachês mais altos
Os maiores valores serão pagos a duas estrelas do sertanejo: Simone Mendes e Ana Castela. Cada uma delas vai receber R$ 1,35 milhão.
Veja a lista completa:
Latino: R$ 400 mil
Belo: R$ 800 mil
Maiara & Maraisa: R$ 900 mil
João Gomes: R$ 1 milhão
Simone Mendes: R$ 1,35 milhão
Ana Castela: R$ 1,35 milhão
Segundo documentos de contratação aos quais o g1 teve acesso, os valores estão acima da média praticada no mercado. A administração municipal justifica que, em datas como carnaval e Réveillon, os cachês podem subir de 50% a 100%, devido à maior demanda por shows.
No caso de Simone Mendes, cujo cachê médio é de cerca de R$ 900 mil, o valor pago pela prefeitura representa um acréscimo de 48,63%. Ela será responsável pela contagem regressiva para a chegada de 2026.
Já o cantor João Gomes, conhecido como o "rei do piseiro", costuma cobrar em torno de R$ 700 mil, mas receberá R$ 1 milhão para se apresentar na Virada da Paulista.
A programação do Réveillon da Paulista também conta com três atrações cristãs: Colo de Deus, Frei Gilson e Padre Marcelo Rossi. Eles participarão de forma voluntária, sem receber cachê.
O que diz a Secretaria da Cultura
Questionada sobre os valores, a Secretaria Municipal de Cultura explicou ao g1 que "utiliza o Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP), criado pela Lei nº 14.133/2021, como base para pesquisa de preços de cachês artísticos, seguindo os critérios de controle previstos na legislação".
"A curadoria artística considerou demandas do público e estudos sobre gêneros mais consumidos, que indicam o sertanejo e o forró como preferências da maioria dos paulistanos, seguidos pela música gospel, pagode e samba", disse em nota.