Bolsa brasileira encerra janeiro com o maior ganho em 20 anos
31/01/2026
(Foto: Reprodução) Bolsa de valores brasileira encerra janeiro com maior ganho em vinte anos
No Brasil, a bolsa de valores encerrou janeiro com o maior ganho em 20 anos.
É a mesma lógica de uma feira livre. Cada banca é uma empresa, cada fruta uma ação. Os preços sobem e descem dependendo das condições de mercado.
"A fruta sumiu, mas tem gente procurando? A gente tem, mas ela é mais cara”, diz o feirante Aviner dos Santos.
Quando a feira está cheia, movimentada, significa que tem bastante dinheiro circulando. E foi isso que se viu na bolsa de São Paulo em janeiro de 2026: os investidores indo às compras em peso. O Ibovespa é como se fosse a balança, que mede o volume negociado pelas empresas mais importantes. Foi justamente esse número que fechou janeiro em um patamar recorde.
Mesmo com a queda de quase 1% desta sexta-feira (30), o índice acumula a maior valorização para o mês desde 2006. Outros tempos. Naquela época, fazia poucos meses que o pregão tinha deixado de ser viva-voz, no grito, quase como na feira. A tecnologia chegou nas mesas de negociação e também trouxe mais pessoas físicas para o mercado acionário. Hoje, são 5,5 milhões.
É um mercado de risco. Quem compra uma ação está comprando um pedacinho de uma empresa. O índice Ibovespa representa 79 companhias mais importantes da bolsa brasileira - que negocia ações de 413 empresas, como explica o diretor-executivo financeiro da B3, André Milanez:
"Quando você tem o índice subindo, isso quer dizer que o preço da maior parte dessas empresas que fazem parte desse índice também está subindo, o que é bom para as empresas e é bom para os investidores também”.
Bolsa brasileira encerra janeiro com o maior ganho em 20 anos
Jornal Nacional/ Reprodução
Em janeiro, o índice também subiu porque os investidores acharam que os preços das ações estavam valendo a pena – e os estrangeiros compraram muito. Até quinta-feira, dia 29, os investidores internacionais colocaram na bolsa brasileira mais de R$ 21 bilhões. Em todo o ano de 2025, foram injetados R$ 26,8 bilhões.
Mas, assim como na feira tem produto que vende mais que outro, na bolsa tem empresas que se valorizam mais do que outras e puxam o índice para cima. Em janeiro, foram as dos setores de energia, mineração, logística e bancos.
“Os setores e as empresas vão reagir cada uma de uma maneira diferente. Em média, nós tivemos uma valorização importante. Agora, aquelas empresas que estavam com um cenário local, o cenário específico dela, mais bem preparado certamente valorizou mais do que a média. Não dá para colocar todo mundo em um pacote só", afirma Renato Veloni, professor de Economia do Ibmec - SP.
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