Avós polenteiras mantêm tradição italiana há 20 anos em Goiás

  • 14/03/2026
(Foto: Reprodução)
Avós polenteiras mantêm tradição italiana há 20 anos em Goiás Em Nova Veneza, na Região Metropolitana de Goiânia, três irmãs ajudam a manter uma tradição italiana viva há 20 anos. Ana, Nida e Divina são responsáveis pela produção de polenta, um dos alimentos típicos da culinária italiana e que aprenderam a fazer em casa ainda na infância. Em entrevista ao g1, Divina Aparecida, de 59 anos, avó de três netos, contou que a tradição da polenta na família vem de gerações e está ligada à história dos antepassados italianos que se estabeleceram na região. Segundo ela, o costume começou ainda com os pais, que ensinaram os filhos a preparar o alimento. Fruto de uma família de oito filhos, sendo quatro homens e quatro mulheres, Divina relatou que o pai trabalhava com carro de boi antes da popularização dos automóveis. A mãe, por sua vez, já sabia preparar as comidas tradicionais, e os filhos foram aprendendo com o tempo. “Ela foi fazendo, nós fomos vendo e aprendendo”, relembrou. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Irmãs Divina Aparecida, de 59 anos, Iranilda Maria (Nida), de 62, e Ana Maria, de 68, em Nova Veneza Fernando Santiago As irmãs polenteiras fazem parte do grupo de mulheres que compõem a gastronomia do Festival Italiano de Nova Veneza. O envolvimento da família com a festividade começou logo nas primeiras edições. Enquanto as irmãs - que são mais velhas - estiveram desde o início, Divino começou a fazer parte da tradição a partir da terceira edição. Segundo ela, o preparo da polenta durante o festival exige muito trabalho e organização. Cada pessoa fica responsável por uma panela. “Cada um tem sua panelinha. Eu mexo a minha, a Ana a dela, e a outra a dela. É um ‘trem’ que consome demais”, relatou. Além das irmãs, outras pessoas ajudam na produção, que acontece durante todo o dia e começa antes mesmo do festival, quando a equipe se dedica por semanas à preparação dos alimentos. “A gente faz nhoque, separa a carne de primeira e de segunda para fazer as pelotinhas. É muita coisa que fazemos durante quase um mês”, explicou. Produção de polenta, em Nova Veneza Eduarda Leite/Comunicação Sem Fronteiras De uma geração para outra A tradição de comer, preparar e vender polenta já passou para as novas gerações. Divina contou que uma de suas filhas já começou a trabalhar na festa há cerca de três anos. Ela também destacou o entusiasmo dos netos com o prato típico. No festival, a equipe da família é formada por três irmãs, uma filha de Divina e mais duas mulheres que ajudam no trabalho. Para a polenteira, estar ao lado de Nida e Ana é uma alegria. “Para mim é uma alegria. Uma dá força para a outra. Se uma está na panela, a outra vem e ajuda”, relatou. LEIA TAMBÉM: Conheça a cidade que é a capital italiana de Goiás e que recebe um número de turistas 12 vezes maior que o de habitantes durante festival Memorial de quase R$ 5 milhões e festival: conheça cidade em Goiás que tem a maior representação da imigração italiana no Centro-Oeste Lagoa Santa: conheça a cidade de Goiás que é conhecida pelas águas termais e medicinais Ao falar da tradição culinária, ela destacou a simplicidade da polenta. “É uma comidinha simples, mas todo mundo que come gosta”, afirmou. Mesmo assim, explicou que o preparo exige esforço. “É simples de fazer, mas é pesado de mexer”, disse. Divina tem esperança de que a tradição continue nas próximas gerações da família. “Já vou deixar para minha filha e ensinar meus netos. Se eles gostam de comer, vão querer aprender também”, destacou. Produção de polenta, em Nova Veneza Raquel Pinho e Eduarda Leite/Comunicação Sem Fronteiras Conheça Nova Veneza Entrada de Nova Veneza, em Goiás Diomício Gomes/O Popular Conhecida como a Capital Italiana de Goiás, a história de Nova Veneza teve início em 1912, quando uma família de imigrantes italianos se mudou para a região. Em busca de melhores condições de trabalho e de vida, os “Stival” vieram de uma província localizada na região de Veneto, na Itália. A família comprou uma propriedade rural e se instalou na região. Doze anos depois, o patriarca João Stival dividiu parte de suas terras em lotes e ofereceu a lavradores, comerciantes e outros profissionais que tivessem interesse em se instalar no local. O loteamento dos terrenos foi registrado em cartório em 5 de junho de 1924. Em 2024, uma lei aprovada na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) concedeu a Nova Veneza o título de Capital Italiana de Goiás. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

FONTE: https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2026/03/14/avos-polenteiras-mantem-tradicao-italiana-ha-20-anos-em-goias.ghtml


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