Área histórica da antiga Tecelagem Parahyba vai a leilão, com lances a partir de R$ 195 milhões, em São José dos Campos
14/02/2026
(Foto: Reprodução) Área de antiga tecelagem em São José dos Campos está em leilão.
Reprodução/TV Vanguarda
Parte da área da antiga Tecelagem Parahyba, em São José dos Campos, patrimônio tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), foi colocada em leilão virtual com lances a partir de R$ 195 milhões.
O terreno que pertence a empresários desde 2003, tem cerca de 521 mil metros quadrados e fica no bairro Santana, na região norte da cidade, ao lado do Parque da Cidade.
Atualmente, o espaço abriga campos de futebol utilizados por escolinhas e pelo futebol amador, além de uma área que costuma ser alugada para festas e eventos.
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Segundo o advogado que representa os proprietários, o valor mínimo do leilão levou em conta a relevância histórica do local e o potencial da região.
"É uma área que já foi explorada e que poderá ser utilizada para uma série de eventos, como circo, parque de diversões e shows. O próprio campo de futebol já é usado para jogos locais. A usina de leite também é uma área grande, tombada, que pode receber novos projetos, como uma casa de eventos ou até um restaurante”, afirmou.
A Tecelagem Parahyba foi fundada em 1925 e se tornou um dos principais marcos da industrialização da cidade, com destaque no cenário nacional. O prédio onde funcionava a indústria e a residência da família Olivo Gomes estão entre os bens tombados pelo Iphan.
A empresa ficou conhecida por vender cobertores, com um jingle famoso na televisão, e também teve grande exportação do produto. O encerramento das atividades ocorreu no início da década de 1990.
Leilão de área em antiga tecelagem vai até o dia 17 de abril.
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Preservação
Dentro do terreno estão a fachada da antiga usina de leite da tecelagem e uma arquibancada do clube de esportes que era utilizado pelos funcionários. Por serem estruturas tombadas, o futuro proprietário será obrigado a preservá-las, independentemente do uso que der ao restante da área.
De acordo com o advogado, intervenções são permitidas, desde que autorizadas pelo Iphan. “É possível restaurar e conservar, mas qualquer alteração precisa de autorização do Iphan. A única limitação construtiva é a preservação dos itens incluídos no processo de tombamento”, explicou.
Além das construções históricas, o terreno possui cerca de 82 mil metros quadrados de Área de Preservação Permanente (APP).
Até o momento, nenhuma oferta foi registrada. O leilão seguirá aberto até o dia 17 de abril. Em nota, o Iphan informou que a preservação e manutenção do bem tombado é responsabilidade do proprietário, independentemente de quem seja. Caso a área seja vendida, o novo dono deverá comunicar o órgão em até 30 dias após o registro em cartório, sob pena de multa.
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