Após anúncio de trégua por Trump, Ucrânia relata novos ataques e Rússia não confirma acordo
13/10/2026
(Foto: Reprodução) Rússia ignora cessa-fogo anunciado por Trump
A trégua anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não se concretizou na Ucrânia.
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Horas depois de Trump afirmar que Rússia e Ucrânia haviam concordado em suspender ataques contra instalações de energia, uma usina de gás foi atingida em Kharkiv.
Ataques em três regiões diferentes da Ucrânia deixaram pelo menos três mortos e mais de 20 feridos.
Nesta segunda-feira (12), o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, ironizou o anúncio feito por Trump e afirmou que ficou claro que o presidente russo, Vladimir Putin, não lê a rede social usada pelo americano para fazer comunicados.
Uma usina de gás foi atingida em Kharkiv
Globo/ Reprodução
Zelensky disse ainda que soube do acordo pela imprensa, mas afirmou aceitar suspender os ataques contra refinarias russas caso Moscou interrompa os bombardeios à infraestrutura ucraniana.
Nos últimos dias, drones ucranianos atingiram três centros de dados da Yandex, empresa conhecida como o “Google russo”.
Os ataques interromperam serviços digitais utilizados por milhões de pessoas.
Zelensky afirmou que os bombardeios reduziram a atividade com conteúdo extremista nas redes sociais ao redor do mundo.
Especialistas, porém, afirmam que a queda no tráfego automatizado não comprova uma redução dos robôs utilizados para disseminar propaganda política.
Enquanto isso, o Kremlin rejeitou a proposta de um cessar-fogo de 60 dias para a realização de eleições na Ucrânia.
O porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov, não confirmou a chamada trégua energética e limitou-se a afirmar que as negociações continuam.
A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, afirmou que a forma mais rápida de encerrar a guerra é aumentar a pressão sobre a Rússia, e não fazer concessões ao governo de Putin.
A União Europeia aprovou nesta segunda-feira o maior pacote de sanções contra a Rússia desde o início da guerra, incluindo quase 1.600 novos alvos.
A maior parte das medidas atinge pessoas e empresas ligadas ao complexo industrial militar russo, numa tentativa de dificultar a produção de armamentos utilizados no conflito.
A decisão contrasta com a medida adotada por Donald Trump na semana passada, quando suspendeu temporariamente sanções sobre o diesel russo.
A iniciativa seria uma tentativa de conter a alta dos preços dos combustíveis provocada pela guerra iniciada por ele próprio no Oriente Médio.
Especialistas, porém, avaliam que a medida deve ter pouco impacto sobre os preços. Segundo eles, o volume prometido é reduzido e as refinarias russas foram fortemente danificadas pelos recentes ataques ucranianos.
Ian Kelly, especialista em estudos internacionais da Universidade Northwestern, afirmou que Trump não deve alcançar o objetivo de reduzir rapidamente os preços da gasolina, especialmente antes das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.
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