André do Prado questiona impacto da reforma tributária e defende revisão após eleições: 'Ninguém sabe o que vai acontecer'
27/07/2026
(Foto: Reprodução) André do Prado (PL) defende revisão da Reforma Tributária após eleições
O candidato ao Senado por São Paulo, André do Prado (PL), defendeu nesta segunda-feira (27) uma revisão da Reforma Tributária após as eleições.
Em visita a Ribeirão Preto (SP), ele disse que o tema não foi amplamente debatido com setores como o agronegócio e colocou em dúvida os impactos que as mudanças podem causar, principalmente aos municípios.
"Ninguém sabe o que vai acontecer com a reforma tributária. Os municípios não têm noção se vão perder receita, se não vão perder receita", disse.
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A reforma tributária foi aprovada pelo Congresso no fim de 2023 e teve diferentes regulamentações aprovadas até 2025. Entre as principais mudanças previstas estão a substituição dos principais tributos sobre o consumo por dois, além de acabar com o acúmulo de taxações ao longo da cadeia de produção.
André do Prado (PL), candidato ao Senado por São Paulo, em visita a Ribeirão Preto (SP).
Murilo Corazza/g1
Para os municípios, uma das principais mudanças é o fim do Imposto Sobre Serviços (ISS), hoje um importante componente dos orçamentos locais, pelo novo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS),que fará parte do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) dual.
Além disso, estabeleceu que as micro e pequenas empresas, a partir de 2027, podem escolher um novo regime de taxação, caso seja mais vantajoso.
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Este ano, considerado um período de testes para a reforma, as empresas precisam começar a preparar sistemas para emissão de notas fiscais eletrônicas para incluir os novos impostos, que serão incorporados gradativamente até 2033.
Para André do Prado, nem o estado nem os municípios conseguem hoje saber a dimensão dessas mudanças, o que pode prejudicar principalmente as cidades com finanças mais limitadas.
"O estado de São Paulo tem que conhecer quais serão os prejuízos que o estado vai ter, se vai beneficiar ou se vai prejudicar os pequenos médios municípios, principalmente que não têm recursos hoje pra fazer investimentos. Praticamente o dinheiro é só pra custeio da máquina pública. Já estão sem condições alguma de investimento, imagina se perderem mais receitas ainda", alertou.
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