Alemanha cobra redes sociais por imagens falsas de IA que banalizam o Holocausto

  • 19/01/2026
(Foto: Reprodução)
Mulher observa Memorial do Holocausto em Berlim, na Alemanha. AP O governo da Alemanha e instituições de memória do Holocausto exigiram que plataformas de redes sociais parem de disseminar imagens falsas que, segundo eles, distorcem e banalizam a história. Memoriais de campos de concentração e centros de documentação manifestaram profunda preocupação, em uma carta divulgada nesta semana, com a onda do chamado AI slop — imagens falsas geradas por inteligência artificial — sobre o assassinato de mais de seis milhões de judeus pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Entre os conteúdos citados estão ilustrações altamente emocionais de episódios inventados, como encontros entre prisioneiros de campos de concentração e seus libertadores ou crianças atrás de arame farpado. “O conteúdo gerado por IA distorce a história por meio da trivialização e da kitschificação”, diz a carta, datada de 13 de janeiro. Segundo as instituições, essas imagens também contribuem para aumentar a desconfiança dos usuários em relação a documentos históricos autênticos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O ministro da Cultura e da Mídia da Alemanha, Wolfram Weimer, afirmou que apoia os esforços das instituições memoriais para que imagens geradas por IA sejam claramente identificadas e, quando necessário, removidas. “Essa é uma questão de respeito pelos milhões de pessoas que foram mortas e perseguidas sob o regime de terror nazista”, disse ele em um e-mail enviado à Reuters. Empresas de inteligência artificial, especialmente a xAI, de Elon Musk, responsável pelo chatbot Grok — também enfrentam pressão após a circulação online de milhares de imagens deepfake sexualizadas de mulheres e menores de idade. As instituições memoriais afirmam que parte dessas imagens é criada para gerar engajamento e lucro, enquanto outra parte tem o objetivo de “diluir fatos históricos, inverter os papéis de vítimas e perpetradores ou espalhar narrativas revisionistas”. Entre as instituições signatárias estão centros memoriais de Bergen-Belsen, Buchenwald, Dachau e outros campos de concentração onde judeus foram mortos, assim como outras pessoas, incluindo ciganos e sinti, minorias sexuais e pessoas com deficiência. Segundo elas, as plataformas de mídia social devem agir de forma proativa contra imagens falsas geradas por IA sobre o Holocausto, em vez de esperar que usuários façam denúncias. As medidas defendidas incluem a identificação clara desse tipo de conteúdo e a proibição de sua monetização. A disseminação de AI slop de baixa qualidade, que pode incluir textos, imagens ou vídeos falsos, tem despertado o alerta de especialistas, que temem que esse material polua o ambiente informativo e torne cada vez mais difícil para os usuários distinguir o que é verdadeiro do que é falso. LEIA TAMBÉM: 'Um hacker roubou as anotações da minha terapeuta – agora meus segredos mais profundos estão online para sempre' Wikipédia completa 25 anos e fecha acordo com big techs para frear ameaça de IAs 'Você Morreu?': aplicativo chinês faz sucesso por monitorar pessoas que vivem sozinhas Ferramenta gratuita da rede social X tem sido usada para criar imagens íntimas falsas IA que 'revive' familiares mortos viraliza e acende debate sobre tecnologia do luto Mulher se casa com personagem criado no ChatGPT

FONTE: https://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2026/01/19/alemanha-cobra-redes-sociais-por-imagens-falsas-de-ia-que-banalizam-o-holocausto.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

Top 5

top1
1. saudade da minha vida

gustavo lima

top2
2. uai

zé neto e cristiano

top3
3. rancorosa

henrique e juliano

top4
4. eu e voce

jorge e matheus

top5
5. solteirou

luan santana

Anunciantes