AgroBrasília: novas tecnologias aumentam a produtividade no campo; conheça
23/05/2026
(Foto: Reprodução) AgroBrasília: novas tecnologias aumentam a produtividade no campo; conheça
Uma das maiores feiras do agronegócio do Centro-Oeste está movimentando Brasília. O foco é produzir mais, com menos custo.
Uma horta vertical. Um metro quadrado de tubos de PVC para a produção de 120 plantas, como alface e rúcula. O cultivo não usa terra, apenas água e nutrientes.
“Nós temos um investimento inicial de R$ 450. No primeiro ciclo da planta, nós conseguimos já pagar esse investimento, e outros ciclos que seguirem já chegam como lucro para o produtor rural”, afirma Francy Wagner, agrônomo do Senar.
A AgroBrasília reúne 550 expositores, de grandes empresas a pequenos produtores, com soluções para o campo.
“Nós conseguimos tecnologia, uma ideia, alimento para o gado e também diminuição de custo. É isso que a gente procura também”, diz a produtora rural Cristina Villela.
Uma das alternativas é o calcário em grãos, desenvolvido pela Embrapa. O produto, que normalmente é em pó, se dispersa durante a aplicação. Em pequenas pedras, evita desperdício e aumenta a eficiência - além de ser uma opção à alta no preço dos fertilizantes.
“São plantas mais saudáveis e que, consequentemente, serão mais produtivas”, afirma Luciano Paulino da Silva, biólogo da Embrapa.
AgroBrasília: novas tecnologias aumentam a produtividade no campo
Jornal Nacional/ Reprodução
Um espaço funciona como uma vitrine para o produtor. Lá, estão as novidades desenvolvidas em anos de pesquisa pela Embrapa. Desta vez, a inovação fica por conta do lançamento de cinco novas variedades de grãos, frutas e hortaliças, que podem levar mais produtividade e rentabilidade para o campo. Uma soja mais resistente a pragas. O maracujá-maçã, que mais parece uma maçã verde - fruto típico da Colômbia.
“A ciência brasileira desenvolveu uma variedade adaptada às nossas condições. Praticamente pode ser plantado em todas as regiões do Brasil, muito resistente à doença”, afirma Fábio Faleiro, agrônomo da Embrapa.
Uma fruta boa para suco e para comer. Tem inovação também para diminuir a dependência do trigo importado. Esta nova variedade resiste mais ao calor.
“Esse material vem com uma boa resistência à seca, ele consegue produzir com poucas chuvas, pouca umidade no solo. Então, conseguimos chegar a 4 mil kg por hectare em 100 dias”, conta Júlio Albrecht, agrônomo da Embrapa.
Foram oito anos de pesquisa até chegar às lavouras. O produtor rural Leomar Cenci cultiva trigo há 30 anos no Cerrado. Foi um dos primeiros a semear os novos grãos:
“Essa lavoura já está quase 40 dias sem receber chuva. E o que a gente tem observado é que, realmente, ele tem uma tolerância muito grande a esse estresse hídrico. É uma coisa que a gente tem buscado muito aí. Acho que a Embrapa acertou nessa variedade em relação a essa resistência”.
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