Adolescente denuncia professor de jiu-jítsu por assédio sexual e violência psicológica no DF
13/05/2026
(Foto: Reprodução) Polícia investiga suposto assédio praticado por professor de jiu-jitsu
Uma adolescente de 17 anos denunciou um professor de jiu-jítsu por assédio sexual e violência psicológica no Distrito Federal.
Segundo o boletim de ocorrência, registrado em março deste ano, a jovem conviveu por cerca de um mês com o treinador Carlos Umbelino Coelho, de 44 anos, no Recanto das Emas.
A adolescente namorava o filho do professor e, de acordo com a denúncia, foi convidada a morar com a família após o homem prometer apoio emocional e incentivo à carreira dela no esporte.
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A vítima afirma que os episódios de assédio começaram após a mudança. Segundo o relato, o professor fazia perguntas sobre a vida íntima da adolescente, comentava sobre o corpo dela e dizia que não mantinha mais relações sexuais com a esposa.
"Ele começou a me perguntar com quantos caras eu já tinha ficado, quais propostas já teve pra mim, se eu já tinha ficado com homens mais velhos. Esse tipo de coisa", disse a vítima.
Procurado pela reportagem, Carlos Umbelino afirmou apenas que o processo tramita sob segredo de Justiça e que vai se pronunciar ao fim das investigações.
Assédio
Adolescente denuncia professor de jiu-jítsu por assédio sexual
TV Globo
Em conversa com a TV Globo, a jovem contou que se sentiu desconfortável com os comentários.
“Ele falou: ‘Que homem não teria atração sexual por você?’. Nessa hora eu fiquei em choque, porque eu tinha ele como uma figura paterna”, disse.
A adolescente também relatou que, em uma das situações, foi agarrada pelo professor ao sair do banho usando roupão. Segundo ela, o homem afirmou que se tratava de uma “brincadeira” relacionada a um golpe de jiu-jítsu conhecido como “mata-leão”.
“Eu falei para ele parar porque não estava me sentindo confortável, e ele não parou. Só parou quando a mulher dele chegou”, afirmou a jovem.
Medida protetiva
A ocorrência foi registrada na 27ª Delegacia de Polícia, que apura os crimes de tentativa de assédio sexual, violência psicológica contra a mulher e infrações previstas na Lei Maria da Penha.
De acordo com a vítima, ela conseguiu uma medida protetiva contra o treinador e deixou a casa da família. Atualmente, voltou a morar com a mãe.
A adolescente afirma ainda que abandonou os treinos de jiu-jítsu e faz acompanhamento psiquiátrico desde os episódios denunciados. A mãe da jovem disse acreditar que ela e a filha foram manipuladas pelo professor.
“Ele soube manipular muito bem eu e ela. Fazia oração dentro da minha casa, pregava no altar”, afirmou.
Professor não tem registro no conselho, diz CREF
Segundo o Conselho Regional de Educação Física, Carlos Umbelino não possui registro profissional ativo na entidade.
O presidente da Câmara de Ética Profissional do Conselho Federal de Educação Física, Patrick Aguiar, afirmou que o caso será apurado internamente, mas ressaltou que os processos éticos são sigilosos.
“Sempre que for contratar qualquer tipo de serviço em exercício físico, é importante verificar se o profissional é formado e registrado no conselho de classe”, disse.
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